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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tinha 14 anos quando Janis morreu. Naquela epoca, as músicas levavam um bom tempo para chegar ao Brasil. Eu estudava pela manhã, mas dormia escutando um pequeno radinho de pilha, porque tínhamos hora para dormir. Raríssimas vezes ouvi Janis na rádio. Lembro de uma colega que escutava Janis e Pink Floyd
  pelos discos de seu irmão mais velho. Quando ela morreu (Janis), li uma nota rápida na então Folha da Tarde, que meu pai comprava todos os dias, e eu lia quando ele chegava à noite.
Naquele ano, 1970, muitas coisas aconteciam e poucas apareciam, dizia o irmão de minha amiga Martha (que nunca mais vi depois que foi para o Paraná).
Janis Joplin. Sempre.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bin Laden e o nacionalismo estadunidense

Então, dizem os noticiários, Bin Laden morreu.
E poucas vezes, nos últimos anos, assistimos nestes mesmos noticiários a exacerbação do nacionalismo ianque. Bem diferente das manchetes de 2009, quando a crise econômica mostrava casas abandonadas, pessoas morando em carros, nas ruas, empresas falindo, bancos quebrando. Teria mudado tanto assim a conjuntura social e econômica naquele país?
Hoje bandeiras dos E.U.A. agitam-se frenéticas nas mãos de jovens nas escolas e niversidades, grupos usam como palavra de ordem a sigla de seu país. 
Reafirmação de soberania? Não, nada de soberania e patriotismo nisto, penso que a massa que vibra com a possível morte daqueles que consideravam seu principal inimigo peca, pelo menos, em comemorar uma morte, seja ela de quem for. Festejam sim mais uma operação invasiva e desreipeitosa, que sequer, conforme a mídia, informou o governo paquistanês que entrariam em seu território.
Desde 2001 aquele mal-explicado atentado às torres gêmeas, com soldados morrendo no Afeganistão e no Iraque, desde que o republicano Bush perdeu o governo para os democratas, a auto-estima nacional andava em baixa. Depois veio Obama, com a esperança de dias melhores que nunca chegaram.
Para Obama, nada mais adequado: Para um país despedaçado pela crise econômica que persiste, enterrado pelas necessidades de consumo artificialmente criadas e dificilmente cumpridas e que vê cada vez distante o tão propagado sonho americano, encontrar um ponto de identidade comum em seus cidadãos é quase um milagre, é uma sobrevida.
É uma nova guinada ao sentimento nacionalista tão explorado pelos democratas estadunidenses. Um bom tema para ser explorado na próxima campanha eleitoral, é um bom aval para a continuidade das ações militares, justifica a continuidade das tropas no Afeganistão e Iraque, aos ataques à Líbia, onde bairros são bombardeados e civis tem sido mortos, tudo em nome o combate ao terrorismo.
Assistindo àqueles jovens gritando - U.S.A., U.S.A!, lembrei imediatamente de outras manifestações estadunidenses. Aquelas onde homens de capuzes brancos, empunhando tochas, perseguiam e massacravam negros, comunistas e outros possíveis inimigos. Tudo, justificadamente explicado pela necessidade de defesa do modelo de vida e consumo perfeitos. Em defesa da moral, da propriedade, da continuidade do sistema. E assistindo aos noticiários, uma entre várias outras questões sobressalta aos meus olhos: Qual nação será a próxima vítima dos estadunidenses em defesa da liberdade e da paz?