quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Informações FPERGS dez/2011



Colegas:
Primeiro, gostaria de solicitar aos colegas que não desejam mais receber e-mail informativos, que retornem este e-mail com o assunto REMOVER, e que desta forma, será cancelado o envio dos mesmos. Acrescento ainda que recebi a lista de endereços durante a campanha de Delegado(a) Sindical junto ao SEMAPI. Eleita, escrevi me propondo a enviar regularmente informações, e sugerindo o encaminhamento acima a quem não interessasse este recebimento.
Segundo: Está havendo uma grande confusão quanto à forma correta de batermos o cartão (quem trabalha em turnos de revezamento). Algumas direções estão orientando que seja deixado em branco o intervalo, ou seja, como exemplo, bater o cartão às 7h (entrada), 13h (saída) 15 h (entrada tarde) e 19 h (saída noite).
Confirmei a orientação com a direção do SEMAPI e com a DQPC da FPERGS. A explicação é que, mesmo estando em intervalo, teremos que deixar o espaço em branco, e caso saiamos da instituição, devemos registrar no livro de ocorrências.
A justificativa é de que, devido a ilegalidade do trabalho durante 12 horas ininterruptas, devemos, MESMO RECEBENDO pelas horas trabalhadas, devemos registrar o intervalo.
Já fiz solicitação ao Jurídico do SEMAPI sobre esta questão, e aguardo, ainda na primeira semana de janeiro, o retorno.
De boa notícia, vários Núcleos já confirmaram (finalmente) nossa folga mensal. Alguns já autorizaram inclusive que os trabalhadores que cumpriram os critérios na efetividade passada, se organizem par usufruir da folga (nada diferente do que conversamos nas visitas realizadas). NARs que ainda não fizeram esta determinação devem fazê-lo. Se isto não ocorrer, entre em contato com seu representante de área, comigo ou com o SEMAPI.
Quanto ao questionamento sobre acompanhamento de acolhidos hospitalizados, ressalto que faz parte das atribuições de agentes educadores, agentes da enfermagem e monitores. A distribuição dos trabalhadores que deverão fazer este acompanhamento fica a critério das direções.
Sobre diferença de atribuições entre agentes educadores e monitores, malgrado estes não receberem os 18% conquistados por nosso plano de cargos, realizam exatamente as mesmas funções dos A.E. Basta lembrar que, na época do ingresso dos contratados, éramos todos do nível 8, no cargo de monitores. Não existindo portanto diferenças na execução de tarefas. Cabe ressaltar que estes valiosos colaboradores estão conosco já ha mais de cinco anos, tempo suficiente para acumular conhecimentos e realizar a contento as tarefas designadas.
Quanto ao pagamento do retroativo, a Fundação ainda não tem previdão, ao contrário da primeira informação de que seria paga até dia 20 de dezembro.
Quanto aos rumores de que haveria problemas com nossa folga, caso a FASE não aceitasse, informo que a afirmação é totalmente improcedente. Nós aceitamos e a FASE não. Infelizmente, os colegas da FASE do interior continuam a não receber o intervalo trabalhado, e a FASE toda sem direito à folga mensal por decisão de seus trabalhadores.
Por fim, quanto à denuncias de assédio moral que estão acontecendo em alguns locais, informo que os fatos serão levados para conhecimento do SEMAPI e da direção da FPERGS. É importante, colegas, que caso ocorram episódios de assédio moral, resguardar-se, procurando sempre que estes episódios sejam assistidos por mais de uma pessoa.
Estarei fora de 31 a 3 de janeiro (ninguém é de ferro...), mas no retorno, até dia 30, e a partir de 04 jan 2012, estou à disposição dos colegas para o trabalho de Delegada Sindical, que muito me agrada e orgulha.
Ressalto que, se não tenho dedicado mais textos e informações para servidores técnicos ou de outras funções, é apenas por falta de demanda, mas reafirmo estar à disposição da totalidade da categoria. Desta forma, se eu receber sugestões ou indagações, procurarei responder da melhor forma possível.


Despeço-me desejando a todas e todos um excelente final de ano e um 2012 pleno de realizações, saúde, paz e alegria!


Regina Abrahão

domingo, 25 de dezembro de 2011

Breve consideração sobre o Marxismo

Sou, sim, Marxista-Leninista, e isto há muito, muito tempo.
Enquanto Leninista, o centralismo e a organização me são fundamentais para a militância.
Enquanto Marxista, não creio, SEI que, como o socialismo ainda não chegou, a barbárie está instalada.
Certo que as pequenas concessões significam grandes avanços.
Mas o cerne da ferida ainda não foi tocada.
E enquanto bilhões nada tem ou tem muito pouco, muito poucos continuam a ter demais.
Tempos bicudos, os futuros.
A crise do capital veio para ficar.
A crise do dinheiro inventado, do excesso de produção, do desperdício e do consumismo.
Crise que, dentro do sistema, não tem solução.
Crise que muda discursos, e exige que os Estados intervenham na economia, claro que a favor do capital.
A custo das pálidas políticas sociais. claro.
A atualidade do Marxismo é cada vez mais evidente.
Tanto quanto sua correta interpretação à luz do século XXI.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

tempo de música boa...

Sobre 2012



Já faz tempo que nossa sociedade convencionou tornar finais de ano tempo de exercitar gentilezas, trocar votos e lembrancinhas, lotar lojas e comprar presentes para quem, ano todo, sequer lembramos. Comemoramos o nascimento do ídolo cristão Jesus Cristo, mesmo tendo ele nascido na primavera. Fim de ano é a época que encontramos, em plena fornalha tropical de quarenta graus, aqueles sujeitos que deveriam entrar pela chaminé da lareira, tapados de feltro vermelho-e-branco, descendo de um trenó puxado por renas, ou seja, coisas que absolutamente não existem por aqui. Finais de ano são aqueles momentos em que as igrejas do capitalismo lotam seus templos, com ofertas, belas vitrines e apelos irrecusáveis, que deslancham a venda de todo o tipo de cacarecos, inutilidades e outros itens completamente dispensáveis, porém apelativos o bastante para serem dados, comprados ou doados.


Mas fim de ano também é véspera de férias, de praia, de sol, das pancadas d'água que nos brindam com banhos de chuva fria, aliviam o calor e socorrem os verdes esturricados pela estiagem.


Finais de ano são pródigos também nas resoluções que depois esquecemos, nas reflexões que sempre deixam suas pegadas em nossas convicções, e nos deixam um pouco menos egoístas, um pouco mais solidários. E que nos trazem as enxurradas de lembranças de momentos que já passaram, de queridos que já se foram, de situações boas e ruins, das que já passamos e nos ensinaram, das que gostaríamos de ter vivido e ainda não conseguimos.


Finalmente, final de ano, malgrados os esforços do capitalismo e do consumismo em tornar cada uma e cada um mais guloso, mais imediatista, armários mais abarrotados e dívidas mais ainda, com mais sonhos dourados de consumo, ainda é um momento especial para refletirmos sobre como é bom viver, ter amigos, ter sonhos, poder ousar, querer e realizar.


Que as bençãos de Deusa-Mãe acolham a todas e todos e inundem corações e mentes de quem, como crianças que esperam presentes, persigam, sonhem e lutem por um mundo melhor, justo, digno e cheio das cores da solidariedade e da consciência.


Um 2012 pleno de boas resoluções, saúde, felicidade e boa luta!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Em tempos de informática

Certamente ninguém que tenha mais de 50 anos imaginou, nos meados da década de 1970, o tamanho da importância que a tecnologia poderia ocupar em nossas vidas três décadas depois. Lembrei dia destes  de um episódio de Lost in Space (não perdia nehnum) onde o major Don e o capitão John comunicavam-se com pequenos aparelhos, que, à semelhança de nossos celulares, eventualmente perdiam o sinal.
Já  na década de 90 comprei, e muito caro, meu primeiro celular. Um tijolão analógico, com autonomia de seis horas, mas que beirava o inacreditável: Podia ser achada e achar, podia falar de qualquer lugar.
Depois o computador. Inicialmente, algo aterrorizante. Depois, Internet. Quem criou meu primeiro endereço de e-mail foi minha filha, então com DEZ anos. E aí, as coisas evoluindo, as necessidades de trabalho apertando... Tive que aprender.
Estas falas certamente podem parecer anacrônicas hoje. Em tempos de rede, redes sociais, comunicação instantânea, internet no celular e sei mais o que já existe e ainda não conheço, lembro das aulas de datilografia no Colégio Glória, com as mãos tapadas para decorar o lugar das teclas, dos trotes telefônicos absurdamente ingênuos: " -É da rua tal, numero XX? --Sim! Pode ver se não tem um fusca verde na frente de sua casa? -Um momento... Não, não está!
-Ah, então amadureceu...
Em tempos de identificadores, de e-mails com recibo de recebimento, de celulares com GPS, certamente as coisas ficam menos obscuras, mais definitivas. O oráculo moderno, o Google, tem respostas prontas para quase todas as perguntas. E até mesmo as dinossauras como eu tem, além do PC, um telefone com rede social e conferência de e-mails.
Bem, todas estas lembranças vieram junto com um crashcrecthriush ou coisa parecida que aconteceu em meu computador, e que me fez passar algum tempo dependendo do celular. Que não tem memória suficiente para postar no blog. Esou, portanto, refém de minha dependência cibernética, ora usando o lap da filha, ora o da irmã. Lan house? Não me sinto à vontade. Por isto este hiato em postagens no prosarepoesia.
Mas não há mal que sempre dure, semana que vem meu tip top (como foi batizado por minha amada faixineira) volta para casa. Por enquanto, tento me adaptar a teclados menores, outros navegadores e a falta de algo que parece ter se tornado extensão de minhas mãos.



sábado, 17 de dezembro de 2011



Policiais israelenses mantiveram incomunicável, sob pressão, chantagens e ameaças, “numa verdadeira tortura”, durante mais de três horas no aeroporto Internacional de Telavive, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Porto Alegre, Lírio Segalla, que viajou em missão oficial de representação da CUT ao Congresso Sindical da Federação de Sindicatos Palestinos (PGFTU).


Após ser levado a uma sala em separado no aeroporto Bem Gurion, Lírio foi submetido a um extenso interrogatório e teve seus objetos pessoais vistoriados. Sob ameaça, os policiais vasculharam o conteúdo do seu celular e do laptop, incluindo e-mails e redes sociais, anotando tudo, numa clara violação de privacidade. “Queriam saber os meus contatos, nomes, telefones, e-mails, endereços, o que eu achava de Israel e da Palestina, o que eu tinha ido fazer lá. Um insulto já ao descer do avião, na imigração”, denunciou Lírio, que é negro.


Chegado na última quarta-feira de Ramalah, na Cisjordânia, onde permaneceu por cerca de uma semana, Lírio denuncia "a grave crise humanitária a que vem sendo submetido o povo palestino pela ocupação israelense, que toma suas terras, destrói suas casas, ergue assentamentos ilegais, usurpa, humilha". “É uma situação muito mais absurda e criminosa do que pensamos, é uma política de terrorismo de Estado que atinge indistintamente a todos os palestinos”, frisou.


Em relação às crianças e jovens que tomam a frente das manifestações contra a agressão israelense, denunciou o dirigente cutista, “a situação é ainda pior, pois as tropas atiram para matar, na altura dos olhos e à curta distância”. “Eu mesmo presenciei o assassinato à queima-roupa de um jovem palestino pelo exército de Israel. Dispararam um tipo de bomba de gás que é proibida internacionalmente. O invólucro é de aço e, como são lançados de muito perto, destroem a cabeça das pessoas. Foi isso o que aconteceu com o jovem Mustafa Tamimi, de apenas 27 anos, assassinado na minha frente às 10 horas da manhã do dia 10 de dezembro em Nabi Saleh”.


Bomba de gás utilizada por Israel vira bomba de fragmentação. Arma foi banida internacionalmente


Impedido de circular pela Cisjordânia e barrado de entrar na Faixa de Gaza, Lírio denuncia a multiplicação dos “pontos de controle” israelenses por todo o território palestino, num cerco total: “há mais de 750 quilômetros de muros do apartheid, com seis metros de altura, arames farpados e todo tipo de sensores e alarmes”. “A ocupação ilegal vai encurralando os palestinos, tomando as suas terras e construindo assentamentos. Nestes locais os israelenses são doutrinados para hostilizar os árabes. Em Hebron, cidade milenar palestina, eu vi locais onde os israelenses jogam lixo e ácido nos árabes, que tentam se proteger como podem. Nesta mesma cidade milenar eu vi os israelenses caminhando tranquilos pelas avenidas, protegidos pelas suas tropas, e os palestinos obrigados a andar por estreitos corredores. Quando os israelenses estão mais próximos, eles cospem, chamam de porco, insultam de tudo o que é jeito”, relatou o sindicalista.


Conforme Lírio, “esta realidade não aparece nos meios de comunicação do Brasil. Não dá para ter noção, as pessoas estão sitiadas, desempregadas, humilhadas. Tudo o que vi me deixou com um nojo muito grande dos israelenses. É algo de embrulhar o estômago. Não quis comprar nada de Israel, não quero ter nada que me lembre aquele país”, acrescentou.


CUT DEFENDE PUNIÇÃO EXEMPLAR AOS CRIMINOSOS


O secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, enviou carta nesta sexta-feira ao Embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, e ao ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, defendendo a investigação do assassinato de Mustafa Tamimi e cobrando a apuração do crime e a punição exemplar dos responsáveis no âmbito da lei internacional, em especial a IV convenção de Genebra. Em relação à afronta a Lírio, a CUT exige uma retratação formal das autoridades israelenses, bem como solicita às autoridades brasileiras que acompanhem o caso, a fim de que tão vergonhosos fatos não mais se repitam.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Cidade e Seus Feudos

Quem já leu, estudou ou pesquisou sobre a Idade Média lembra dos feudos, dos castelos e fortificações onde os abastados protegiam-se das turbas miseráveis e famintas que vagavam pelos caminhos em busca de abrigo e recursos. Quando os indesejáveis aproximavam-se das fortalezas onde protegiam-se senhores, nobres, seus protegidos e outros privilegiados, eram expulsos ou dizimados pelos homens armados que serviam aos interesses destes poderosos.
Arrecadação e repressão formavam a estrutura mínima destes feudos. Impondo e recolhendo o que mais tarde se transformou em impostos, os governantes proviam os exércitos que defendiam a manutenção da ordem estabelecida.
Hoje, em deslocamento para uma reunião da categoria na zona sul de Porto Alegre, revivi os conceitos medievais, ao passar por um dos exclusivos condomínios desta região. 
Em imensa área cercada, lá estava um dos condomínios construídos especialmente para manter à distância os indesejáveis, miseráveis e outros seres que são desagradáveis ao olhar, e que portanto devem ser banidos da convivência dos privilegiados.
A área possui segurança motorizada 24 horas, áreas de lazer com campos de futebol, golfe, piscinas, parque infantil. Possui restaurante próprio, heliporto, centro de compras e até uma escola, particular, lógico, da grife dos melhores estabelecimentos de ensino da cidade.
Para entrar neste pequeno paraíso, o visitante identifica-se e é acompanhado por um segurança até a residência, já previamente avisada.
O condomínio conta ainda com áreas de mata nativa e várias outras comodidades. As casas, de altíssimo padrão, pagam um condomínio astronômico (não repetirei o valor por não ter conseguido confirmar). 
A área que anteriormente era de mata nativa do RS, hoje conta com várias espécies exóticas.
Como na Idade Média, porém, o pequeno paraíso particular é vizinho das regiões mais pobres e desassistidas da zona sul: Vila Teletubies, Bairro Restinga e outras ocupações irregulares.
Que não tem vagas para todas as crianças, os postos de saúde não conseguem atender à demanda, e somente agora assiste à construção de um hospital para atender a população de todo o extremo sul.
O investimento em saneamento, transporte coletivo, iluminação, telefonia, asfaltamento e outros, naturalmente foi pago pelo poder público. 
Cada vez me convenço mais que vivemos, sim, a segunda idade média da humanidade.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Marina Silva antes da Música para o Sábado

Procurando a música, acabei me deparando com a notícia: "Marina defende auditoria internacional sobre a construção da usina de Belomonte".
Querendo trazer quem aqui, Marina? Cientistas e investidores estadunidenses? Aquele povo que já exterminou seus índios, suas florestas, seu solo, sua água e seu ar? Para darem seus pitacos por aqui? 
O que este povo vai fazer? Mapear nossa biodiversidade? Nossa água? Trazer perebas internacionais para nossos índios? 
Depois desta "informação", comecei a repensar as dúvidas que tinha sobre a obra. Que vai inundar terras, que pode exterminar espécies desconhecidas, desalojar moradores, é verdade. Mas impedir esta obra será tão decisiva para os estrangeiros, a ponto de ser sugerida sua vinda para "auditar" o projeto? Se alguém tem que auditar alguma coisa em nosso país, que sejamos nós, brasileiros, a fazer isto!
E, depois desta triste "sugestão da neotucana Marina, só ouvindo a imortal Cássia!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Finalmente, a Criminalização da Homofobia!

Dia  08/12/2011  às  9:00 na  comissão  de  Direitos  Humanos do  Senado  será  votada   a lei  que  criminaliza  a  Homofobia no Brasil!


PROJETO DE LEI Nº
Define os crimes resultantes de preconceito de gênero, orientação sexual ou identidade de gênero, altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, e dá outras providências.
                   O CONGRESSO NACIONAL decreta:
               Art. 1º Esta Lei define os crimes resultantes de preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.
                   Art. 2º Para efeito desta Lei, o termo sexo refere-se à distinção entre homens e mulheres, o termo orientação sexual à heterossexualidade, à homossexualidade e à bissexualidade, e o termo identidade de gênero à transexualidade e à travestilidade.

                   Discriminação no mercado de trabalho
                   Art. 3º Deixar de contratar ou nomear alguém ou dificultar a sua contratação ou nomeação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
                   Pena – reclusão, de um a três anos.
                   Parágrafo único - Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, confere tratamento diferenciado ao empregado ou servidor, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.
                   Discriminação nas relações de consumo
                   Art. 4º Recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero;
                   Pena – reclusão, de um a três anos.

                 Discriminação na prestação de serviço público

                   Art. 5º Recusar ou impedir o acesso de alguém a repartição pública de qualquer natureza ou negar-lhe a prestação de serviço público, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
                   Pena – reclusão, de um a três anos.
Indução à violência
                   Art. 6º Induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena – reclusão, de um a três anos, além da pena aplicada à violência.
Art. 7º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 61..................................................................................
II............................................................................................. motivado por preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”
Art. 121.........................................................................................
§ 2º................................................................................................
......................................................................................................
VI – motivado por preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”
Art. 129.......................................................................................
....................................................................................................
§ 12  Aumenta-se a pena de um terço se a lesão corporal foi motivada por preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”
Art. 136........................................................................................
......................................................................................................
§ 3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, ou é motivado por preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”
Art. 140.........................................................................................
“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:...............................................................” (NR)

“Art. 286.......................................................................................
......................................................................................................
Parágrafo único – A pena é aumentada de um terço quando a incitação for motivada por preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cidade Baixa e seus encantos

Pois hoje, coisa que há tempos não faço, resolvi tomar uma cerveja na Cidade Baixa. Para quem não é de Porto Alegre, explicito que a C.B. é o bairro democrático, festeiro e boêmio daqui. Outros existem com vida noturna; Mas, ou são muito chiques, ou meio complicados. Ou sou eu que não conheço bem outras paragens que não a C.B. e seus arredores.
Já morei neste bairro, meu Sindicato tem sede no olho do furacão, por lá se anda com calma e tranquilidade, mesmo os que se assustam com os alardes da imprensa e de uma associação de moradores que odeia o barulho, frequentadores e a animação do lugar.
Pois então... Para quem não é de Porto Alegre, visita obrigatória. Meus prediletos: Copão, Cacique, Nicus. Todos na Lima e Silva. Na Patrocínio, rua abaixo, Opinião, Ressaca. Na João Alfredo, são tantos que não me atrevo a indicar.
Mas as duas horas em que fiquei no Nicus, bebendo uma Polar (só tem aqui no RS, a melhor cerveja do Brasil), valeu ter encontrado meus amigos César e patrícia, minha filha Ale&marido, e outros tantos que circulam por lá. E ter conhecido a astróloga Mariza e a psicóloga Luciane.
Coisas que só acontecem na C.B., com sua fauna maravilhosa de sempre.
A foto acima não é minha. Achei no www.aldeiagaulesa.com.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Música para o momento!

Postar música dia de semana? Só as excepcionalidades. E hoje prestei atenção na letra de American Woman, de Lenny Kravitz. A música é belíssima, então... Prá vocês:

domingo, 27 de novembro de 2011

Exceções que justificam a regra

Em raras ocasiões posto textos que não meus. Este, que posto abaixo, gostaria de ter escrito. 
E posto também o comentário do amigo de muitos anos, Clóvis Oliveira, do CPERS. 
Por sinal, enviado por outro Clóvis Oliveira, igualmente amigo de muitos e muitos anos, a quem agradeço não só  o texto, mas também muitas outras belas lições de vida.
 
Texto de Darlan Marchi:
Esse papo todo de novo?
Concordo com o Cristiano, além do José Alencar esqueceram do Itamar franco, do Mário Covas...deles ninguém falou na época, porque será?
As coisas não são bem assim...Minha família é usuária do SUS, minha tia falaeceu de câncer há dois anos, teve um ótimo tratamento pelo SUS...É tudo muito relativo...O Brasil é um dos únicos paises que dá tratamento garatuito (câncer e AIDS) gratuito. E num universo de 190 milhões de habitantes... Falar é muito fácil, vá gerenciar tudo isso...
Claro que há corrupção, há privilégios...Mas há também um conservadorismo arraigado nessa mídia que faz com que as pessoas não façam uma leitura crítica do que lêem.
Quem abriria mão em tendo grana para tal de buscar o melhor tratamento para um familiar seu? Quem tendo melhores condições deixaria de ficar no melhor hospital do país?
Quem sabe adotamos o método cubano de saúde pública, é um exemplo de direito ao acesso à saúde, gratuito e igualitário. Mas é um país comunista né? A imprensa marrom jamais citaria como exemplo...Falar do método cubano pode apresentar perigo? Já imaginou exaltarmos um país comunista, pode dar ideias não é? (sim, estou sendo irônico, porque esse assunto já estrapolou os limites).
Proponho uma ação: que tal começarmos por nós? Que acham da gente fazer um movimento contra os planos de saúde (sim, porque são a grande maioria deles que representam grandes corporações e que transformaram a saúde em comércio...e viva o capitalismo selvagem!)?
Comecemos por nós, vamos dar exemplo! Todos rasgando suas carteirinhas das Unimeds da vida e indo pra rua brigar por uma saúde de qualidade!!!!
Chega de hipocrisia! Votem conscientes e cobrem daqueles em que votaram! Envolvam-se nas esferas democraticas, acompanhemos de perto os trabalhos dos conselhos de saúde em nossas cidades, utilizemos o Ministério Público se necessário, peçam as contas do que é gasto no municipio, vigiem, vão até os postos, vejam em loco como são diferentes as situações de um lugar pro outro...usem os direitos democráticos pelos quais tantos morreram lutando para que tivéssemos! Não adianta ficar em casa e se basear pelo que se lê na internet, ou o que a Globo mostra e ficar horrorizado, criticando e debatendo esse temas enquanto aguarda ser atendido num confortável consultório particular enquanto lê a Revista Veja! Chega de hipocrisia!

DARLAN DE MAMANN MARCHI

Comentário de Clovis Oliveira:
          Prezado Darlan
        Não sei qual foi o caminho que fez com que eu recebesse este e-mail com o teu texto, porque não te conheço, mas esta é uma das situações positivas que são criadas pela Internet, que propicia a difusão das boas ideias (embora também das más ideias).
        Mesmo não sendo petista, e nem eleitor do Lula (embora respeite o inicio da sua trajetória política, com a qual tive muita identidade), me sinto na obrigação de dizer como pessoa engajada nas lutas sociais, que concordo integralmente com o que disseste sobre a polêmica da doença do Lula.  
        Venho recebendo e-mails desde muito tempo, que exploram a internação do Lula no hospital Sírio Libanez, para atacá-lo politicamente. O fazem da mesma forma como atacam o seu suposto analfabetismo, às vezes por razões político-partidárias, outras em função do preconceito que tem em relação ao trabalhador e o povo, que chega às raias do desprezo. É coisa da elite, ou de quem vive no seu campo ideológico.
        Nunca havia encontrado tempo para responder a estas manifestações direitistas que me chegavam criticando a internação do Lula no Sírio Libanez, divulgadas por pessoas conhecidas. Tu respondeste por mim. Obrigado!
 
Fraternas saudações
Clovis Oliveira
Professor de História
Porto Alegre-RS

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Música para o sábado

Eleito o melhor guitarrista do mundo, Jimmi Hendrix em Woodstock. Tá, assumo minha bicho-grilice. Coisas que quem foi adolescente na década de 70 pode!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Informações sobre folga, concurso e intervalo - FPERGS

Dia 21 de nov, pela manhã, representantes da FPERGS estiveram no SEMAPI para discutir e explicitar dúvidas relativas a temas de nosso interesse.
O resultado desta reunião já está no site do SEMAPI. E a partir de amanhã, o jornal do Sindicato estará chegando nas casas para informar com mais detalhes o resultado de nossa negociação.
Mas vou adiantar alguns pontos:

1) FOLGA - Terá direito à folga mensal o trabalhador que não tiver faltas nem atrasos superiores a 60 min (uma hora) na efetividade anterior. A folga será de DOZE horas, ou seja: Quem trabalha 12X36, um período (noite ou dia). Quem trabalha em plantões de manhã ou tarde, poderá optar entre um dia do final de semana ou dois turnos, que totalizam doze horas (exemplo: duas tardes ou duas manhãs). A organização da escala de férias deverá ser feita pelas chefias de equipe ou direções. A folga será coberta por outro trabalhador, em jornada extra. O ideal seria que os trabalhadores de cada casa se organizem e entreguem a proposta para chefia ou direção; A folga é extensiva a todas e todos que trabalhemem regime de jornada continuada, ou seja: Seis horas com plantão de doze  aos finais de semana, ou 12X36, noite ou dia. Educadores, vigias, serventes, cozinheiras. Quem trabalha oito horas por dia, com finais de semana e feriados livres NÃO TEM DIREITO À FOLGA.

- PAGAMENTO DO RETROATIVO DO INTERVALO À DISPOSIÇÃO - A previsão de pagamento é de até dia 20 de dezembro em folha suplementar. os valores correspondem ao intervalo de duas horas a partir de 1 de junho. A partir de agora, quem quiser usufruir do intervalo (sair da casa) deverá bater saída, e no retorno, entrada. A orientação é de que seja anotado no Livro de Ocorrências quem permaneceu no local de trabalho, à disposição, e quem saiu. As horas já pagas não serão computadas. As direções de casa deverão reunir-se com o jurídico da FPERGS na próxima semana para receber as orientações.

- CONCURSO PÚBLICO - O edital para o concurso público para provimento dos cargos na FPERGS será publicado até o dia 4 de dezembro. Inscrições em janeiro, provas em março, titulação em abril, exames psicotécnicos em maio e junho, ingresso dos aprovados em julho. Final da contratação emergencial em agosto.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Solidariedade ao Povo Palestino!

FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

Convida:

PORTO ALEGRE – RS SEMANA DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

29 de novembro DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre
Data: 23/11/2011
Horário: 14:00h
Abdallah Abu Rahma – Coordenador dos Comitês Populares da Palestina de Resistência ao Muro

Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Data: 01/12/2011
Horário: 18:30h
Ibrahim Alzeben – Embaixador do Estado da Palestina no Brasil

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Musica para o sábado

Não conhecia nem a banda, nem a música. Mas desde que ouvi, me apaixonei. Quem não conhece, escute e se apaixone. Música e grupo são excelentes!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pedofilia na Internet: Denuncie!

Ontem à noite, ao abrir minha página do Facebook encontrei uma postagem denunciando um site que estaria divulgando pedofilia. Resolvi conferir, e encontrei textos grosseiros (machistas, racistas, homofóbicos). E fotos de uma  garotinha de seus nove, dez anos, em poses pornográficas.
As imagens da menina são nauseantes. Os textos, repugnantes. Procedi à denuncia, ligando para o número 100, e, conforme orientação, encaminhando o site para www.prrs.mpf.gov.br e http://www.safernet.org.br/site/.
Para minha surpresa, o site continua na rede. Está hospedado em um provedor fora do Brasil, e por isto não consegue ser alcançado pela Polícia Federal.
A exploração sexual infantil é causa de inúmeros problemas, que variam de dificuldades  aprendizado, baixa auto-estima, incapacidade de relacionamentos sociais e afetivos e responsável por  suicídios e tentativas em crianças e adolescentes. Provoca transtornos de personalidade e conduta, e se não tratado, pode provocar na vítima a tendência em transformar-se, por sua vez, em abusador.
O trabalho de recuperação de uma criança abusada é lento, difícil, complicado. Meus anos de trabalho na Fundação, convivendo ora com abusadores, ora com vítimas, confirma os fatos que listei acima. Mas não falo somente por experiência pessoal, falo pelo que aprendi e pesquisei. 
Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes acontecem em todas as classes sociais, com a diferença de serem mais noticiados e denunciados nas classes populares. Meninos e meninas, adolescentes dos dois sexos, são usados e explorados. Na maioria das vezes por  homens, mas também por mulheres.  Desde crianças que são vendidas em via pública, até os leilões de virgindade, tristemente comuns em prostíbulos da cidade e do interior, em locais sem nenhum luxo ou sofisticados. 
Até aqui não falo nada de novo. 
Então fui atrás de outros sites. Descobri que, infelizmente são muitos. E que estão disponíveis na rede como qualquer outros assunto. Que trazem, além de fotos odiosas, explicações e justificativas.
Pedófilos argumentam que, não faz muto tempo, nossas avós casavam-se aos doze, quatorze anos, e que portanto, somos todos descendentes de outros pedófilos. Que nas sociedades antigas, sexo com crianças e adolescentes era habitual. Que no Brasil colônia eram comuns os Manezinhos, meninos negros dados aos filhos dos senhores (e sempre menores do que estes) para iniciação sexual de seus filhos homens, entre outras crueldades. E que - argumento mais revoltante ainda - doentes, na verdade são as feministas, os "de esquerda", gays e lésbicas. Lendo postagens destes sites fica fácil traçar um perfil rudimentar: Encontrei perfis masculinos, notadamente de extrema-direita, alguns declaradamente nazistas. Pela linguagem, pessoas com boa instrução escolar. Poder aquisitivo? Em análise superficial, em princípio, de médio a alto.
Entre os seguidores destes sites, encontrei mulheres, e quase todos os perfis, provavelmente fakes (perfis falsos), a maioria sem fotos e com apelidos.
Como a Polícia Federal faz para encontrar estas pessoas, não sei. O que fazer com estes criminosos, além das pequenas penas previstas em lei, talvez aumentar as penas, e acrescentar tratamento médico e psicológico. 
Como fazer mais, além de buscar e denunciar esta infeliz prática, além de procurar e denunciar, posso sugerir: Cuidado maior com nossos e outros filhos, dando-lhes, principalmente, educação e valores. E sempre, mas sempre mesmo, que houver qualquer mínima suspeita de abuso, muita atenção, cuidado, pressa e atitude na busca de auxílio para as pequenas vítimas.
A propósito: Se o site hospedado fora do Brasil continua na rede, outros dois denunciados ontem já não estão no ar. Parabéns à Polícia Federal.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ideologia impregna, sim!

Falei hoje, pelo msn (ah,modernidades...) com um grande amigo, daqueles parceiros, que conheci no início da década de 90. Passamos juntos no mesmo concurso, o da antiga FEBEM, hoje FASE.
Trabalhamos juntos em uma casa que atendia adolescentes autores de ato infracional. Trabalho pesado, difícil. Juntos, passamos por situações difíceis. Direções autoritárias, falta de trabalhadores, motins, tensão. Tempos difíceis, governo neoliberal Britto.
Por estes tempos eu estava na direção da Associação de Funcionários. Nosso Sindicato, SEMAPI RS, começava a aplicar a conquista de dissídio, Representação por Local de Trabalho. Meu colega foi eleito.
Combativo, atendeu com competência aos desafios que apareceram.
Mas a vida dá voltas. Família grande, salário pouco, outro colega aventurou-se nos EUA. Escrevia contando maravilhas. E lá se foi nosso Representante Sindical, tentar a vida como imigrante.
Hoje ele não fala, mas sei que penou. Servidor público que era, virou peão da construção civil. Época de muitas construções, quando a bolha imobiliária estourou e a crise chegou, virou assador de "churrasco brasileiro" no país dos yankees.
Hoje, com um filho nascido lá, obteve cidadania.
E depois de muito remar contra a maré, incorporou o espírito 'americano'. Da livre-concorrência, do mercado, das maravilhas da competição. Acha o máximo poder trocar de lap-top todo ano, louva o vale-leite (que eu nem sabia existir por lá), e como nunca mais voltou ao Brasil, alimenta-se das notícias que a Globo leva até lá. Que pelo jeito são as piores, e ainda distorcidas. Segundo ele, o que chega aos EUA são informações sobre a violência, tráfico, corrupção, prostituição, mazelas e mais mazelas. Que o povo hoje vive de bolsa-família, seguro-desemprego.
Coisas que quem assiste a Globo por satélite acredita.
Mas e os acampamentos de Wall Street? "Aqui, só trabalha quem não quer", diz ele. E a repressão? E a violência? E os sem-casa, sem-trabalho, sem-saúde? Ele desconversa.
E eu fico pensando: Onde foi parar o companheiro de lutas? Cadê o sindicalista? O cara, aquele, que brigava por uma vida melhor? 
Pergunto se não sente falta do Brasil. Sim, ele sente falta da solidariedade, da alegria, do companheirismo. Acha estranho as pessoas por lá não oferecerem carona. Vizinhos vão ao mesmo local, cada um com seu carro. Os que ainda tem carro. Mesmo com a gasolina lá estar pela hora da morte.
Enfim, mesmo com a alegria de ter reencontrado um grande e bom amigo, o que resta é a tristeza de constatar que a ideologia dominante impregna, convence, transforma. Que a sedução do consumo consegue subverter valores. Que o poder midiático tem o poder de sufocar ideais. Que a falta de formação sólida permite a transmutação de um sindicalista atuante em arauto das virtudes neoliberais. 
E pensar que tudo isto acontece no país-títere do capitalismo, gerador  da maior crise econômica do planeta... Com um ex-sindicalista, que chegou a pensar em mudar o Brasil.

sábado, 12 de novembro de 2011

Bye, Bye, Sílvio Berlusconi

Dezessete anos no poder, eleito pela primeira vez em 1994. Acobertado e enaltecido pela mídia burguesa daquele país, já que dono de um imenso império midiático na Itália.Terceiro homem mais rico do mundo, cai Berlusconi. Acuado pela crise econômica que assola a Europa, não conseguiu manter-se no poder.
Durante seus mandatos, foram frequentes os escândalos. Pedófilo, participava de orgias onde adolescentes vítimas de exploração sexual eram frequentes.
Assumidamente de direita, Berlusconi deixa o governo da Itália ao som de aplausos e comemorações da população. E com um vultoso rombo.
Mas com 66% da população tendo nele confiança Zero, ficou difícil continuar...
Afinal, a política neoliberal ditada pela Itália, Alemanha e França só conseguiu agravar a crise e despedaçar a ameaça de países com economias mais frágeis, como Grécia e Irlanda.
Dono absoluto da mídia italiana, Berlusconi certamente não dará tréguas a qualquer sucessor seu que ousar contrariar a política constritiva neoliberal.
Mas com 66% da população tendo nele confiança Zero,
Mas o povo está nas ruas. E não só na Itália, o povo está nas ruas na Grécia, na Espanha. Em outros países, acostumados com as mordomias de "primeiro mundo", coisa que pouquíssimos usufruem, e que muitíssimos almejam.
Renuncia, mas deixa aprovado mais uma das receitas neoliberais de "austeridade".
A renúncia do Z"último ditador da Itália", como já foi chamado é, sem dúvidas, um alento para a população.
Esperemos que o próximo dirigente italiano aprenda com os erros de seu antecessor.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Conversa indiscreta

Não costumo postar textos que não os meus, mas este faz jus à exceção.

Os presidentes norte-americano, Barack Obama, e francês, Nicolas Sarkozy, preparavam-se numa sala retirada para proferir as suas declarações finais na Cimeira do G20, que decorreu na cidade gaulesa de Cannes a semana passada, quando o Médio Oriente e a Palestina assomaram como tema de conversa.

Obama pedia explicações a Sarkozy pelo seu voto a favor da integração da Palestina na UNESCO, que surpreendeu meio mundo, quando o chefe de Estado francês se referiu a benjamin Netanyahu: “Estou farto dele, é um mentiroso”. Obama nem tentou contrariá-lo: “Tu estás farto dele, mas eu tenho de o aturar todos os dias”.


domingo, 6 de novembro de 2011

A Globo tá Demais!!!

Pois a Globo tá mesmo demais. Como viajo daqui a pouco e cheguei em casa tarde, com tarefas que variam de arrumar bagagem e casa, estudar textos e afins, resolvi assistir ao tal Zorra Total. Quase que escrevo outra palavra que não zorra, mas daí seria compactuar com a baixaria.
Assisti a um quadro chamado "metrô zorra total", com uma figura fazendo as vezes de Dilmaquinista. Direto. Estômago embrulhado à parte, vi os quadros machistas, racistas, homofóbicos, os sem-noção nenhuma. Como algumas semi-nuas discutindo a separação de uma delas, e dizendo que ela ficou com o apartamento, e o marido com a pensão. Foi morar numa pensão...
Certamente atores e roteiristas devem conviver e ter em família mulheres com este perfil. Que felizmente não é a imensa maioria das brasileiras. Enfim, cada um com seus parentes...
Até o golpe de misericórdia.
Mau-gosto, maldade, ignorância, qualquer "justificativa" NÃO justifica a falta de ética, decoro ou inteligência.
Quando uma atriz sem graça nem talento resolve dizer:
"Chegamos na estação 2014. E sabemos que só dois poderão desembarcar. Será que a copa do mundo chega a 2014?"
A alusão direta ao câncer de Lula é repugnante. Doentio. Psicopatia jornalística.
Bueno, baixaria pouca é bobagem, mas vez que outra temos que assistir aos desmandos e aos desvarios midiáticos. Inimigo é coisa de se ter bem perto. E certamente o PIG hoje é nosso maior inimigo. Não sei se o  maior, porque o pior inimigo é a ignorância de quem acredita no que a grande imprensa mente.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FASE recusa proposta. FPERGS, unida, ACEITA!

Colegas:
Tivemos, hoje à tarde, a assembléia onde foi votada a proposta do Governo de regulamentar a jornada de trabalho 8*h, 6h com palntão de 12 nos finais de semana e 12 X 36 para dia e noite) , pagamento das duas horas de intervalo nas jornadas de trabalho, que seria de 30 horas-extra para as jornadas de 12 X 36 dia e noite, e oito horas para os plantões de finais de semana. A proposta incluía ainda a regulamentação da folga mensal para quem trabalha em turnos de revezamento.
Tivemos uma assembléia tensa, com muita agressividade por parte dos trabalhadores da FASE. Xingamentos, ofensas, repetição de perguntas para ganhar tempo,
estes foram os argumentos de "colegas" da FASE, totalmente incompatíveis com a de educadores. A única explicação que deram foi de que talvez o Governo resolva construir alojamentos para os trabalhadores descansarem. Uma incoerência! Quem trabalha com crianças a e adolescentes dormindo no chão, em casas sem estrutura, qual governo enfrentaria a justiça e a opinião pública construindo alojamentos com TODOS os requisitos legais???
Enquanto a clientela não tem sequer colchões em condições, qual Governo gastaria e se exporia com a construção de aposentos que devem seguir especificações normativadas, com todo o conforto? Sim, pois a proposta prevê que SOMENTE neste caso, com tais instalações vistoriadas pelo SEMAPI e pela Justiça do Trabalho estas horas não seriam pagas!! E mais: Esta proposta deveria ser avaliada ano a ano, em cada negociação!  E para que isto acontecesse, deveria haver previsão no orçamento do ano anterior... Etc, e tal. Ou seja, não aconteceria.
Nós, trabalhadores da FPERGS, fomos minoria. Inclusive nas falas: Somente eu e as colegas Beth, da AFUFE, Sílvia do AR 32 e Lígia, de Ipanema nos manifestamos. Talvez por coação da agressividade dos "colegas" da FASE, que se repetiam de forma maçante e improdutiva. Quem não aceitou a proposta não tinha argumentos para a rejeição. Inclusive porque as casas da FASE de Porto Alegre já recebem 30 horas/estra mês (noite) e oito (dia). Colegas da FASE que vieram do Interior e não recebem estas horas também votaram conosco, mas, numa votação tensa e confusa, perdemos.
Perdemos? 
NÃO!!! 
A FPERGS aceitou, em separado, a proposta.
Por isto, temos que continuar mobilizados. Para que o Governo aceite negociar em separado. Até porque, a outra alternativa apresentada pelo governo, fora esta, seja uma total mudança nos horários.
Nos próximos dias a direção do SEMAPI chamará uma reunião para os representantes de área, não sei se aberta. Porque, infelizmente para os colegas da FASE do interior que não recebem as horas trabalhadas, e com a recusa da maioria de seus "parceiros" continuarão a não receber, ao  menos por enquanto. Mas nós, que aceitamos, queremos negociar. 
Converse com seus colegas, mantenha-se mobilizado. Já que aceitamos, queremos. E temos o DIREITO de receber.
Obrigada a todos e todas que se fizeram presentes hoje. E, FIRMEZA, na certeza que nossa vitória agora depende de nós!

domingo, 30 de outubro de 2011

Ronaldinho: Tua derrota Não Tem Preço!

Podemos dizer que Ronaldinho nasceu e se criou no Grêmio. Por um tempo, este time chegou a exibir, no estádio Olímpico, uma faixa dizendo "Não vendemos craques", respondendo à avalanche de propostas do Brasil e exterior. Ronaldinho era, então, o ídolo, adorado pelos gremistas.
Foi por esta época que Ronaldinho entrou na justiça e ganhou seu passe, alçando voo para a Europa. Virou melhor do mundo, ganhou muito, muito dinheiro, investiu, badalou por times e festas por lá. E deixou de ser o melhor do mundo, passou a jogar mal... E resolveu voltar ao Brasil.
Aqui, os gremistas abriram-lhe as portas do time. Mesmo fora de forma e acima do peso, campanhas foram feitas para arrecadar o altíssimo valor pedido. Sócios adiantaram três, seis mensalidades, gremistas não sócios tornaram-se e adiantaram mensalidades, também. Ronaldinho enrolava, e enquanto isto, preparava-se para voltar a jogar... No Flamengo!
A rivalidade entre gremistas e colorados, por aqui, são imensuráveis. Muitos gremistas não namoram COLORADAS, idem o contrário. Mesmo que a vitória do outro time interesse para a classificação, um adversário não torce pelo outro time.
Ronaldinho, porém, não ofendeu apenas os gremistas com sua traição. Ofendeu ao povo gaúcho, com todo seu bairrismo. Afinal, se antes, nós colorados, não gostávamos de Ronaldinho por ser "gremista" (sim, ele se dizia gremista!), agora trocou o RS pelo Rio!
E a resposta veio, pesada, com um estádio inteiro vaiando o jogador a cada vez que ele tocou na bola, e nem foram muitas. Nos panfletos que imitavam uma nota de cem reais, com uma caricatura bem feia do antigo ídolo, mas em vez de cem reais diziam - Sem valor, sem caráter! Nas inúmeras faixas, até muito criativas para gremistas, engraçadas, todas elas debochando do "mercenário da Azenha".
E eu não só vi colorados torcendo pelo Grêmio, eu também torci. Mesmo sabendo que hoje são raríssimo, se é que existem, os jogadores de camisa. Poderia citar alguns, mas deixo para outro momento.
O resultado da vaia, das faixas, da raiva gaúcha foram os barulhentos 4 X 2, de virada, que ainda por cima, ajudaram o INTERNACIONAL a sair do estacionamento de sétimo para sexto. Faltou o gol de Leandro Damião, mas serviu o de Cléber.
Mas, cá para nós: Vencer um jogo, trocar de posição e ver o mercenário Ronaldinho sair cabisbaixo ao final da partida, NÃO TEM PREÇO!



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Eleições para Delegada (o) Sindical!

Nos dias 01, 2 e 3 de novembro, teremos eleição para o(a) Delegado(a) Sindical de nossa
Fundação. Todas e todos os sócios do SEMAPI poderão votar, nas urnas que estarão em todos os locais de trabalho. 
Como ex-diretora do SEMAPI, ex- dirigente-executiva da CUT, atualmente Representante de Área do NAR Menino Deus (AR 32), escrevo para pedir seu voto, e elencar algumas das atribuições que a função exige. 
Você, colega, decidirá quem irá  negociar, discutir, e muitas vezes falar e brigar  por  seus direitos! 
E ressalto que o Representante, Delegada (o) ou Diretora (a) sindical nada  farásem apoio da base que representa. Mas também que, representar esta base, exige dedicação,  formação, capacitação,  e muita, mas muita  vontade  de  lutar  por dignidade,  reconhecimento  e melhores  condições  de  trabalho  e  qualidade  devida  para  a  totalidade  dos  trabalhadores (as)    de  nossa  Fundação!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mas que família é esta?

Não conheço o programa do PSC. Nem personalidades desta sigla reconhecidamente formadores de opinião. Algum projeto importante, alguma diretriz que se traduza em avanço popular, algo que possa ser visto como alavanca para a redução das desigualdades sociais.
Aliás, pouco se ouve falar deste Partido Social Cristão.
Mas...
Graças à propaganda partidária gratuita (que a direita abomina, claro), conheci um pouco dos "cristãos".
Um de seus vídeos, com inserções no horário nobre me chamou atenção.
Diz o seguinte:
"Homem + Mulher + Amor = Família!
Embaixo, aparecem os bonequinhos, daqueles rabiscados.
Certo que de um Partido que tem em seu nome o adjetivo (ou será substantivo?) cristão, podemos esperar afirmações preconceituosas e sexistas como esta.
Bem, então resolvi propor algumas perguntas, e pedir que os leitores acrescentem outras que considerem importantes:
- Uma mulher trabalhadora, que sustenta sua casa e filhos, não é uma família?
- Duas lésbicas ou dois gays em união estável não constituem família?
- Um casal de lésbicas que adota uma criança, não será uma família (idem um casal de homens)?
- Três irmãs que criam junto seus filhos não serão uma família?
- Grupos reunidos em torno de projeto de vida em comum, morando no mesmo local podem ser família?
- Famílias só podem ser constituídas a partir de relações heterossexuais, orientadas para a procriação?
Bem, ao menos o PSC acertou quando fala que uma das partes fundamentais para a constituição de uma família é o amor. Pena ter esquecido que amor não acontece só segundo convencionou suas regras religiosas.
Afinal, vivemos num país laico, onde política e religião não deveriam ser liquidificadas num mesmo copo, não poderiam confundir-se em plataformas partidárias. Muito menos para divulgar propagandas homofóbicas, gratuitamente, em horário nobre.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ai, Luxemburgo...

O que houve com o Flamengo?
Que goleada foi esta?
Que falta faz o Petch...
Cadê Ronaldinnho?
Inimaginável.
Estes hermanos não estavam para brincadeira.
Mesmo com as cismas bairristas e gaudérias, 
é nada agradável ver um time brasileiro tomar assim,
de vareio.
Mas, pensando bem, 
tenho que me preocupar é com o Coriítians, que vem aí
no domingo.
Bem que vem de salto alto. Mas não esqueço o título "desviado!" em 2006, o pênalti que Tinga sofreu e apesar disto, foi ELE o expulso. É este o gosto do jogo de domingo.Mas pode ter Leandro Damião voltando no domingo, estava treinando hoje.
Mas também terá D'Alessandro!
E Oscar, Tinga, Muriel, Bolívar, Índio,
Jean, e tantos outros mais...
Só falta mesmo 
Muricy!!!
Agora, pelo Flamendo e seu Ronaldinho, sinceramente, sinto muito...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Funk é Música?

Quem já passeou pelo blog já encontrou algumas postagens do “Música para Sábado”.
Rock progressivo, blues, MPB, um que outro pop.
Confesso não ser muito eclética, ao mesmo tempo em que sou tolerante com os gostos musicais alheios. Não gosto de pagode, mas não me incomoda. Não gosto de sertanejos, mas escuto. E por aí vai.
Entretanto, um (será?) gênero musical tem me incomodado bastante: O funk.
Os funk's, com suas letras picantes e danças mais ainda, penso eu, não distraem nem ajudam. Ao contrário, são manifestações grotescas do machismo, da homofobia, do racismo e do crime. Que considero extremamente perniciosas, por seu conteúdo, por suas letras. Que me agridem enquanto educadora, mãe, mulher e cidadã.
Sei que "na rua" o funk faz sucesso. Que existem profissionais deste setor, que alguns chegam mesmo a considerá-lo manifestação popular.
Por razões outras, ontem participei de uma atividade onde este foi o ritmo predominante. Presentes no local, crianças, adolescentes adultos.
A pobreza das letras é tamanha que consegui copiar trechos de alguns. E jogo na rede a pergunta: Quais conceitos de ética, de cidadania, de solidariedade, este movimento acrescenta a quem ouve?
O que fazer com esta onda que toma conta de rádios, bailes, festas, comunidades?
Certamente, a restrição da difusão seria encarada como censura, inadequada ao século XXI. O que fazer, então, com “músicas” como as que, mesmo constrangida, reproduzo abaixo?

(Todos os trechos abaixo rodam em rádios comerciais legais. Existem outras peças, imensamente mais agressivas, passadas por bluetooth, gravadas em estúdios caseiros, divulgadas pela rede.)

"E agora, eu vou dizer o teu direito, teu direito é de sentar (repete) teu direito é de descer (repete) desce aí, novinha, mãos para o alto, novinha, teu direito e de sentar e rebolar e ficar caladinha, ou porrada vai te pegar).

"Conhece a festa da Paula? é Paula dentro, Paula fora, (repete) e eu já tô com ela  durinha e tu tá bem molhadinha"

"Vai tirando a calcinha que eu já Tô de camisinha, ... levanta minha sainha... agora tira meu sutiã..."

"Não é prostituta, não é amante, é a substituta quando a mulher teima que não quer"

"Vou brincar com minha... e você brinca com sua.... "

Certamente este post gerará discórdia. Ao criticar abertamente uma onda que gera muito, muito dinheiro, que promove seus autores, executores e promotores, exponho a fragilidade de nossa produção cultural, que não consegue, apesar dos Justin Bibbers e Pagodes e sertanejos universitários, atrair nossa juventude.
Exponho a fragilidade de nossa educação. De nossa sociedade do prazer efêmero e da desumanização da raça humana. Que consegue lucrar até mesmo com o incentivo à violência sexual, ao machismo, à degradação, ao crime.
Sinto-me ao mesmo tempo constrangida e aliviada ao fazer este comentário. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nos Templos do capitalismo não existem relógios!

Certamente a imensa maioria das pessoas hoje já visitou um Shopping Center. Shoppings viraram lugar de lazer, de alimentações, passeios e, claro, compras. Pessoalmente, não costumo visitar shoppings, a não ser alguma compra já decidida, geralmente  promoções que em ruas de comércio não encontraria.
Nas parcas vezes em que frequenteis estes lugares, sempre foi um em especial, o mais próximo de casa, e nunca havia parado para observar comportamentos. Mas em função de trabalho, quando precisei acompanhar um adolescente portador de necessidades especiais a um passeio dirigido, onde ele permaneceria duas horas com os professores de sua escola, resolvi aproveitar para conhecer um deles, talvez o maior e mais chique de Porto Alegre. 
Em zona nobre, o imenso centro comercial (sou brasileira, né?) tem tudo o que pode ser vendido. Tem lojas, quiosques, praças de alimentação, estacionamento, lotéricas, praça infantil para que os consumidores ali deixem as crianças que poderiam encurtar sua estada lá dentro.
Tique de antropóloga ainda não formada, transformei meu "passeio" em estudo. Sentei em uma mesa do gigantesco parque de alimentação, mas antes paguei R$ 4,00 por um cafezinho. E de lá, observei atentamente o comportamento dos frequentadores. 
Pessoas muito bem vestidas circulam entre centenas de segurança. Algumas, que me pareceram executivos, com seus lap-tops também sentados usam seus celulares de última geração. Os preços dos alimentos são astronômicos, coisa que parece não incomodar pais e mães com crianças devorando fast-foods, repetindo pedidos, ganhando brindes. Atendidos por adolescentes que são "colaboradores" e não vendedores.
Nas lojas de grifes, os trabalhadores são, via de regra, brancos. Os seguranças e limpadores não, entre eles muitos negros. Nas lojas, artigos com preços inacreditáveis: Bolsas por $ 2.000 reais, tênis pelo mesmo preço. Uma saia, que achei bonita: R$ 600. Tudo é muito caro, artigos de nem tanto luxo, mas com etiquetas que valem, só elas, muitas e muitas vezes o preço do artigo. E lojas de bugigangas, de inutilidades, de supérfluos, de inutilidades. Mas que não se chamam R$ 1,99, são lojas de novidades. 
Em shoppings não existem relógios. Não é conveniente que quem lá está se dê conta da passagem do tempo. A iluminação é totalmente artificial. Lá dentro, não se vê a passagem do tempo. A climatização excelente traz a sensação de bem-estar. Segurança total, vi quando dois meninos negros, roupas limpas mas ostensivamente baratas, foram convidados, nem tão gentilmente, a se retirar. Afinal, a segurança está ali para garantir a total despreocupação dos consumidores.
Duas horas foram suficientes para me fazer pensar em tão cedo não voltar a pisar nestes locais. Amigo de tempos, o presidente do Sindicato de comerciários de Taquari, Vítor Espinosa, muitas vezes já me falou dos horários exaustivos, dos ridículos salários, do assédio moral que sofrem estes trabalhadores. E confesso que, eu de tênis, jeans, camiseta e mochila da Universidade, também fui meio que "monitorada".
Então pensei que cada doutrina tem suas igrejas, seus templos.
E que no Brasil, as igrejas não pagam IPTU, entre outros impostos. Claro que as terreiras que professam as religiões afro-brasileiras dificilmente conseguem se beneficiar da lei.
E fiquei a imaginar se, qualquer dia destes, os shoppings não serão beneficiados pela lei, já que verdadeiros templos da doutrina capitalista, e suas práticas religiosas de consumir o que não precisam.
A propósito: A imagem acima eu copiei de um site todo ele dedicado ao consumo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Por causa dos gatos, de volta ao Vermelho!

Geralmente penso que, na dita ordem perfeita da natureza, a maior imperfeição é a duração do dia e a obsoleta necessidade do ser humano dormir. Bem que gostaria ser como quem consegue dormir três, quatro horas por noite, e depois produzir.
Não falo de produzir o que nos exige a jornada legal de trabalho, no meu caso quarenta horas/semana, que por vezes termina sendo 46, 52, 60 horas... Mas ao contrário do que alguns desinformados possam pensar, trabalhador do setor público trabalha sim, e muito. Na minha FPERGS, em outras Fundações, em outros lugares.
O certo é que, quando resolvi produzir para o blog, além de trabalhar, militar, casa, filhas, gata, lazer, (semestre trancado por absoluta falta de tempo), parei de escrever para a coluna que mantive, regularmente, no site Vermelho. 
Mas a ignomínia foi tanta, que desta vez resolvi que além de quem me lê no blog, outras pessoas deveriam conhecer um pouco mais sobre o padre-cantor. Que foi buscar inspiração nas bulas papais para declarar seu desprezo e preconceito contra... Gatos!
Não se trata de gostar mais de um ou outro bicho, de gostá-los à distância, de não se importar com o assunto. Trata-se de um formador de opinião que, ao excluir de sua "benção" o que ele chamou de animais traiçoeiros, abre portas para a legitimação, digamos, religiosa, da perseguição, abandono ou maus-tratos a um animal já quase totalmente domesticados, portanto sem chances de retorno à natureza.
Assim sendo, convido aos que acompanham este blog a espiar, em minha coluna do www.vermelho.org.br, a partir de amanhã, o que penso da postura de quem se diz religioso, embora mais pareça algum garoto desajustado, daqueles que maltratam animais por puro desvio.
Ah, valeu o incentivo, amiga gateira Ada de SP! 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Reflexões sobre a negociação salarial

Por vezes, a visão idealizada de movimento termina por transformar-se em retrocesso. Dizia um grande camarada, querido amigo, já não entre nós: Só tem  desilusões quem se deixa iludir.
Falo de minha categoria, trabalhadores das Fundações estaduais, de alguns poucos que, indignados com o resultado das negociações salariais de nossa data-base, não reconheceram o momento de recuar para prosseguir avançando. 
A ilusão de que um Governo de esquerda traria imediatamente a resposta para todas as  reivindicações dos trabalhadores que o elegeram. Que todos os problemas estariam resolvidos.
Depositar todas as energias na esperança de uma mudança radical a partir de uma eleição só pode mesmo terminar em frustração. Governo eleito, seja qual for, mesmo o mais extremado socialista, vira PATRÃO. Um patrão com quem pode ser mais fácil negociar avanços sociais, que provavelmente não tratará sindicalistas como bandidos, tal qual fez o governo anterior. Por favor, governador, Brigada Militar, prisões, guarita em frente ao palácio,  processos por injúria, ah, isto não. Certamente não.
Um governo de quem, apesar de pesares, arrancamos a melhor negociação dos últimos oito anos.
Mas ainda assim, um governo atrelado a compromissos e acordos com quem lhe garantirá governabilidade. Mesmo que não gostemos dos parceiros e das "composições". Pessoalmente, detesto várias delas.
Um acordo que privilegiou os trabalhadores mais precarizados da categoria, que reconheceu uniões estáveis inclusive do mesmo sexo, ampliou a licença-maternidade e paternidade, que aplicou aos salários o INPC do período. Que trouxe consideráveis avanços em cláusulas sociais.
Certo, não tivemos aumento real, não recebemos a devida retroatividade. Que ruim, Governo Tarso! Faltou um pouquinho só de vontade política. Ficaste devendo, e cobraremos. Ah, certo que cobraremos!
Este não é o Governo de nossos sonhos. Tem problemas, contradições, tem as  alianças que não gostamos. Mas este é o Governo que, felizmente, elegemos.
Esta é nossa categoria. A que aprovou a proposta. Que apesar das precariedades, da falta de pessoal, de recursos, de salários dignos, de reconhecimento, constrói este Estado. 
Uma categoria que não aceita jogar-se em aventuras irresponsáveis, que separa política partidária de política sindical. Que sabe a hora de parar e fazer barulho, muito barulho,  mas que tem a sabedoria de reconhecer o momento certo de parar, recompor as forças e depois retomar a luta.
Nossa, MINHA  categoria, nunca se dispôs a ser refém de uma pseudo-vanguarda que só representa a si mesmo, que não reconhece as próprias limitações, descolada da realidade que a cerca.
Que sequer admite a derrota em uma simples assembléia de negociação salarial, nem a decisão tomada pela maioria de seus próprios colegas.
Enfim, incompreensões, xingamentos e decepções à parte, encerramos a primeira etapa da negociação.
Aprovamos o possível.
O caminho agora é a mobilização. Hoje, quando defendi não a proposta, mas sua aprovação como artimanha para garantir a continuação das negociações, propus embretarmos o Governo. Como? Lutando pela redução da jornada, pelo fortalecimento de nossas Fundações, pela realização de concursos públicos para suprir as necessidades  de pessoal.
Mas depois de uma tarde tensa, já em casa, relendo um velho almanaque de farmácia, embolorado, para descontrair e aliviar a tensão do processo, terminei encontrando uma frase gaudéria que deixo para quem me lê:
Quanto mais barulho faz a carroça, mais vazia está!